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Banda Marcial Gueifães Fundada em 1837
Sociedade Musical - Agraciada em 1984 com medalha de mérito, em Ouro, pela Camara Municipal Maia - Membro Inatel 5682
HISTORIAL

REALIZACAO DE AUDIÇAO DOS ALUNOS DA ESCOLA DE MUSICA DA BANDA - CONSULTE PAGINA VIDEOS E EVENTOS AUDIÇAO ABRILHANTADA POR QUARTETO DE CLARINETES DO CONSERVATORIO JOBRA - CONSULTE PAGINA VIDEOS E EVENTOS


A Banda Marcial de Gueifães, foi fundada em 12 de Dezembro de 1837 por Manuel José dos Santos Leite e funciona ininterruptamente desde essa data.

O seu fundador foi o seu primeiro regente, nada mais nada menos do que durante 51 anos.

Ainda em vida, o fundador cedeu a seu filho Manuel dos Santos Leite a direcção da Banda, assistindo ainda à tomada de posse do mesmo cargo do seu neto Alfredo dos Santos Leite.

Manuel José dos Santos Leite viria a falecer em 1908.

No ano de 1925 assume a regência um conhecedor e compositor, Américo dos Santos Leite.

Na impossibilidade do bisneto do fundador, dada a sua pouca idade e cumprimento do serviço militar (Açores) em 1940 é a vez de ser dirigida por Joaquim Moreira de Oliveira Torres, até então 1º Clarinetista da Banda.

Em 1965, finalmente, assume a direcção da Banda, António dos Santos Leite, o referido bisneto do fundador que se manteve como regente até o ano de 1974. Sob a sua égide foi fundada a Associação Banda Marcial de Gueifães – Sociedade Musical, por escritura de 29 de Dezembro de 1973, do Cartório Notarial da Maia. Por iniciativa e grande esforço deste regente, foi adquirido um novo instrumental, de afinação normal com o apoio da Câmara Municipal da Maia e ajuda de alguns amigos. Nessa altura a Banda era considerada pelos críticos como uma das melhores Bandas Filarmónicas de Portugal.

Desde 1974 até à presente data, sucederam-se na regência: Armindo Ferreira, Joaquim Fernandes, António Nunes, Hermano Maia, Álvaro Augusto Araújo e desde Outubro de 2003 Albino José Maia Teixeira.

De 1973 até hoje, mediante uma óptima organização estrutural administrativa e financeira e pelo apoio dos sócios e das mais diversas entidades, foi possível manter o elevado nível artístico desta Banda. Isto conseguiu-se sem dúvida à custa da tenacidade e perseverança de dirigentes, executantes e regentes e também ao facto de se tratar de uma colectividade muito homogénea, formada por uma maioria de elementos locais, os designados músicos “da casa”, que lhe dá um enorme espírito de corpo.

De entre os muitos episódios curiosos que perpassam pela existência desta Banda está, sem dúvida, em primeiro lugar, a sua mobilização. O Administrador do Concelho da Maia, assim designado na altura, incorpora-a, entre 1847 e 1855, no Batalhão de Segurança da Maia, tendo acompanhado nas lides da guerra um pouco por todo o norte de Portugal. O seu Regente passa a ter direito ao posto de Alferes. A partir da sua desmobilização, em 1855, passa a ostentar a designação de “marcial” – Banda Marcial de Gueifães.

Em 1983, participa num Concurso de Bandas Filarmónicas na RTP, inserido no programa  “Sol de Verão” .

Em 20 de Abril de 1984, a Banda Marcial de Gueifães foi agraciada com a medalha de mérito, em ouro, pela Câmara Municipal da Maia, por iniciativa e proposta do Prof. Dr. José Vieira de Carvalho – que salientaria «a dedicação e a vivência de um grande ideal, em favor da cultura popular».

Na forma actual, mercê da valiosa colaboração da Câmara Municipal da Maia, dispõe de bom fardamento e óptimo instrumental. Anualmente participa num bom número de actuações, das mais representativas do Norte e Centro do País e de grande responsabilidade, em que contracena com as melhores congéneres. Participa também, em concertos e recepções oficiais, de iniciativa da Câmara Municipal, Junta de Freguesia, Paróquia e outros organismos. Tem sido por várias vezes convidada para actuar em Espanha, onde se deslocou em 1998 e 2001, a El Espinar,  localidade germinada com Gueifães e  pela última vez em 2009 para actuar nas festividades do Santo Cristo da Agonia de Porrinho – Pontevedra.


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